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A Banda Sinfônica sob a ótica de Roberto Farias: identidade, profissionalização e projeção internacional

Foto do escritor: Maestro Roberto Farias
Maestro Roberto Farias
2 de set.
2 min de leitura

O que transforma uma banda em uma banda sinfônica? Para Roberto Farias, essa transformação não se resume à ampliação do número de músicos ou à adoção de um determinado conjunto de instrumentos. Trata-se de um processo histórico, artístico e institucional de construção de identidade.


O estudo “A Banda Sinfônica sob a ótica de Roberto Farias — Desenvolvimento, identidade artística e projeção internacional” acompanha justamente esse processo, analisando a passagem da banda funcional para um organismo artístico autônomo.


A partir da experiência de Roberto Farias, o texto destaca a profissionalização como projeto artístico, o repertório como fundamento da autonomia e a construção de uma identidade organológica própria. A banda sinfônica passa, assim, a ser compreendida não como uma formação inferior ou substituta da orquestra, mas como uma linguagem musical com características próprias.


Nesse processo, a regência ocupa papel fundamental. O maestro não atua apenas na coordenação dos músicos, mas participa da construção da identidade sonora, da interpretação e da unidade artística do conjunto.


Outro aspecto central é a dimensão cultural. A banda sinfônica pode funcionar como organismo de formação, produção artística, democratização do acesso à música e afirmação de uma identidade musical. Essa concepção encontra na experiência de Cubatão um exemplo particularmente significativo.


A projeção internacional aparece como consequência desse processo de amadurecimento.


A participação em circuitos e organizações internacionais, como a WASBE, amplia o espaço de circulação da produção brasileira e permite que experiências desenvolvidas localmente sejam colocadas em diálogo com a produção internacional.


O estudo apresenta, portanto, a trajetória da banda sinfônica como um movimento que vai da função à identidade, da prática à profissionalização e da excelência nacional à projeção internacional.


Sob essa perspectiva, a experiência de Roberto Farias não representa apenas uma trajetória individual de maestro e educador, mas também um capítulo da construção da própria ideia de banda sinfônica no Brasil.


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