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A Banda Sinfônica de Cubatão e seu triunfo na WASBE Rio 2026

Foto do escritor: Maestro Roberto Farias
Maestro Roberto Farias
2 de set.
2 min de leitura

A participação da Banda Sinfônica de Cubatão na 21ª Conferência Internacional da WASBE, realizada no Rio de Janeiro em julho de 2026, representa um momento de especial importância para a história das bandas sinfônicas brasileiras. Pela primeira vez, a principal conferência internacional dedicada às bandas sinfônicas e conjuntos de sopros foi realizada no Brasil e na América Latina.


Fundada em 1970 por Roberto Farias, quando ainda era estudante, a Banda Sinfônica de Cubatão nasceu de um projeto que transformou instrumentos abandonados em uma experiência de formação musical. Ao longo de mais de cinco décadas, o conjunto evoluiu de uma banda escolar para uma referência artística e educacional, com trajetória nacional e internacional.


O artigo “A Banda Sinfônica de Cubatão e o seu triunfo na 21st WASBE Conference Rio 2026 — A Banda Sinfônica sob a ótica de Roberto Farias” propõe olhar para essa trajetória não apenas como uma história de conquistas, mas como a concretização de uma determinada concepção de banda sinfônica.


Na visão apresentada por Roberto Farias, a banda não deve ser compreendida como uma formação secundária ou como simples extensão das bandas militares. Ela constitui um organismo artístico autônomo, capaz de desenvolver identidade própria, repertório específico, excelência interpretativa e uma relação profunda com a educação e a transformação social.


Essa perspectiva ganha significado especial quando a Banda de Cubatão se apresenta em um evento internacional como a WASBE. No concerto realizado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o grupo apresentou um programa dedicado à música brasileira para banda sinfônica, reunindo obras de Ronaldo Miranda, Roberto Farias, Fernando Britto, Villa-Lobos, Edmundo Villani-Côrtes e Ricardo Tacuchian.


O resultado ultrapassa, portanto, a ideia de uma simples apresentação internacional. É a afirmação de um projeto artístico construído ao longo de décadas, no qual formação musical, excelência profissional, repertório brasileiro e democratização da cultura se encontram.


Para Roberto Farias, a história da Banda Sinfônica de Cubatão é também a demonstração de que uma banda pode ser um espaço de transformação humana, artística e social.


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